CESPE: Conheça os segredos da banca de concursos mais temida do Brasil!

Se você faz ou já fez um concurso do CESPE – Centro de Seleção e de Promoção de Eventos, sabe que essa é uma das bancas mais temidas do Brasil.

Isso ocorre não apenas pela dificuldade de pontuar em suas provas (questões com respostas marcadas de forma errada pontuam negativamente), mas também pela alta exigência de conhecimentos sobre a matéria e a legislação vigente.

Para essa banca de concurso vinculada à Universidade de Brasília, não há colher de chá, nem mesmo decoreba: ou o candidato sabe e pontua, ou não sabe e vai muito mal.

Para se sair bem em provas de concurso elaboradas pelo CESPE, que tal conferir nossas dicas para provas deles?

CESPE

Editais do CESPE

O primeiro passo para se dar bem em uma prova do CESPE é entender seus editais.

Eles podem até parecer uns com os outros, já que essa é uma das bancas que mais promove concursos públicos no país.

No entanto, isso não é verdade.

Justamente por ser uma banca sofisticada, o CESPE é demandado por uma variedade de instituições e entes da administração pública, com o objetivo de individualizar suas seleções e atender às necessidades de cada uma delas.

Assim, procure ler cada edital do início ao fim, sem presumir que ele será igual a outros parecidos.

Alguns deles têm fases distintas, formatos de questões diferentes e conteúdos que variam de acordo com a atividade a ser desempenhada pelo candidato selecionado.

Não subestime o poder de uma leitura de edital!

Enquanto se aguarda a publicação de um edital, por mais que você tenha que basear seus estudos em editais antigos da banca, não deixe de conferir sua versão final quando publicada.

O sistema de pontuação do CESPE

As provas do CESPE são notórias por penalizar seus candidatos em caso de erro.

Mas, atenção: ao contrário do que muitas pessoas dizem, nem sempre uma questão errada anula uma certa!

Existem dois tipos distintos de questões de múltipla escolha nas provas do CESPE.

Cada um pontua e penaliza os candidatos de uma forma.

O primeiro deles é a questão de “certo” e “errado”, no qual o candidato marca “C” ou “E” no cartão de respostas.

Normalmente, essas questões valem um ponto positivo para cada acerto, e um ponto negativo para cada erro.

Ou seja, nessas questões a premissa “uma resposta errada anula uma resposta certa” é verdadeira.

O segundo tipo de questão, mais comum em concursos mais complexos, como é o caso da seleção para diplomatas do Ministério das Relações Exteriores, consiste em 5 respostas para a questão, em múltipla escolha.

Se o candidato marcar a alternativa certa, ganha um ponto.

Se marcar a alternativa errada, perde 0,2 pontos.

Nesses casos, como se pode perceber, o custo x benefício de um chute é mais favorável ao candidato, por isso normalmente essas questões não devem ficar em branco. 😉

Atenção ao Português!

O CESPE é uma banca conhecida pelas provas de Português bastante elaboradas e complexas na primeira etapa.

Em geral, essas questões não são complexas por cobrar do candidato regras gramaticais, muito pelo contrário.

O que realmente pesa nas provas é a interpretação de texto, que é bastante complexa.

Além disso, questões essencialmente gramaticais são cobradas de forma implícita, por meio de substituições.

Por exemplo, o enunciado seleciona uma frase do texto, que contém um adjunto adverbial.

Sem explicitamente usar o termo “adjunto adverbial”, o enunciado pergunta se esse elemento da frase poderia ser substituído por outro, “mantendo a correção gramatical e o sentido da frase”.

Ou seja, o candidato não precisa necessariamente saber que aquilo é um adjunto adverbial, mas é preciso ter consciência de qual função ele exerce na frase.

Caso contrário, não saberá responder a pergunta.

Uma banca que vai muito além da legislação

Quando o assunto é sobre conhecimentos jurídicos, as questões são igualmente complexas.

As provas do CESPE não cobram o conteúdo literal da legislação. Muito pelo contrário, o candidato deve compreender o contexto em que a legislação é aplicada, as exceções cabíveis e eventuais interpretações sobre uma mesma norma.

Por exemplo, a banca pode te cobrar se determinado artigo de lei pode ser aplicado em um caso concreto.

Se o Supremo Tribunal Federal decidiu recentemente pela não aplicação desse artigo no caso em questão, a resposta deve ser negativa!

Como se pode perceber, no quesito “Noções de Direito” e as provas de conhecimento específico em Direito do CESPE, é preciso também ter conhecimentos sobre a jurisprudência mais atual dos principais tribunais onde você pretende prestar seu exame.

No caso de provas estaduais, é preciso também ficar atento às últimas decisões dos Tribunais de Justiça.

Questões fáceis primeiro

Tendo em vista que a prova do CESPE é bastante complexa, você precisa ser estratégico ao resolver as questões.

Resolva primeiro aquelas questões com temas sobre os quais você tem mais conhecimento.

Assim, saberá responder sem muitas dificuldades e ganhará confiança para solucionar o resto da prova.

Se você começar pelas questões mais difíceis, é bem provável que se desconcerte ao se deparar com conceitos desconhecidos e argumentações mais complexas.

Assim, adote essa estratégia em sua próxima prova do CESPE e aproveite para melhorar seu desempenho nesses concursos.

Questões sem resposta não devem representar mais do que 10%

Tudo bem que, nas provas do CESPE, você não perde pontos se deixar uma questão em branco.

Assim, de forma estratégica, muitos candidatos deixam de responder algumas questões de que simplesmente não sabem a resposta.

No entanto, é preciso ter cuidado em relação ao número de questões deixadas em branco.

Se esse número for superior a 10% do número de questões da prova, você deve adivinhar a resposta para ao menos algumas delas.

Isso ocorre porque, por mais que você pontue nas questões que efetivamente sabe, se deixar muitas questões em branco corre o risco de não ter pontuação suficiente nem mesmo para ser classificado.

Chutar em excesso também não é boa ideia

Por outro lado, é importante não chutar em excesso.

Como você perde pontos quando erra uma questão, é imprescindível que suas respostas sejam cuidadosamente dadas, até mesmo para aquelas questões sobre as quais você não tem muito conhecimento.

Se você está acostumado com outras bancas, nas quais não há perda de pontos para a marcação de respostas erradas, controle sua vontade de preencher todos os campos do cartão de resposta!

O preenchimento de todas as respostas somente deve ser adotado em concursos cujos candidatos são extremamente preparados e a nota de corte é altíssima. Caso contrário, não se arrisque em excesso!

Fechar a prova é praticamente impossível

Também dando continuidade ao fato de que você não deve chutar respostas em excesso, é imprescindível ter em mente que são raríssimos os casos de candidatos que gabaritam a prova do CESPE, seja em fases com questões de múltipla escolha, seja em fases de prova aberta.

Isso ocorre devido à complexidade das provas elaboradas por essa banca, mas também em razão de sua forma de pontuar erros e acertos.

Eventualmente, um ou outro candidato, por melhor que seja, irá marcar alguma questão errada (e portanto será penalizado), ou mesmo deixar de marcar (e, consequentemente, deixar de ganhar um ponto).

Assim, quando você tem consciência de que é praticamente impossível gabaritar essas provas, sofrerá menos pressão para ter um resultado impecável e livre de erros, tanto antes quanto depois da prova.

Treinar com antecedência é uma ótima alternativa

O CESPE elabora questões com enunciados grandes e complexos, por isso é muito importante que você treine com antecedência a resolução de provas antigas dessa banca.

Muitas vezes, o “pulo do gato” está justamente em um advérbio ou em uma negação inseridos na frase.

Assim, é preciso ler a prova minuciosamente, para que nada passe despercebido na hora do exame.

E treinar com antecedência te ajuda nisso!

Quanto ao sistema de pontuação, a melhor estratégia para treinar sob esse regime de penalização para questões erradas é o seguinte: ao fazer simulados do CESPE, realize quatro marcações diferentes na folha de resposta (questão certa; questão errada; questão que eu deixaria em branco; questão que eu chutaria).

Depois de preenchido todo o cartão de respostas, volte às questões em que você chutaria.

Há mais erros ou acertos? Isso medirá sua capacidade de realizar “bons chutes”. Caso haja mais acertos, procure se arriscar mais nas próximas provas!

Diretrizes da redação

As provas do CESPE são notórias por terem propostas de redação bastante específicas, com rígida correção, seja ela gramatical, ou em relação ao conteúdo do texto elaborado.

Assim, procure ao máximo fazer construções frasais objetivas, sem muitos advérbios e respeitando os limites de palavras estabelecidos pelo enunciado.

Atenha-se à proposta da redação e evite ao máximo fazer rasuras.

Isso facilita a correção e ainda garante pontos extras para apresentação e conteúdo geral do texto.

E então, você quer mais informações sobre os concursos do CESPE, cujas inscrições ainda estão abertas?

Ou, quem sabe,  até mesmo acessar provas antigas deles?

Entre no site do CESPE e confira! E se você ainda tem dúvidas sobre a banca, não deixe de escrever para nós no espaço de comentários!

Agora eu deixei para o final algumas dicas fundamentais para que você consiga melhorar seus resultados nas provas da banca CESPE, bem como em qualquer outra prova de qualquer concurso.

Essa técnica sempre me ajudou muito e eu agora faço questão de passar um pouco do meu conhecimento sobre Técnicas de Chute para você!

Técnica de Chute para concursos

Aprenda a “chutar” certo em questões de provas para concursos

Se você já fez uma prova de múltipla escolha alguma vez na vida, provavelmente já quis aprender alguma técnica para chutar certo em questões.

Seja na escola, no vestibular ou em provas para concursos, o chute pode garantir alguns pontos que fazem toda a diferença no resultado final.

Dicas sobre chutes não são garantia de sucesso e não é possível utilizar as técnicas em todas as questões de uma prova.

O ideal é que o candidato esteja bem preparado para fazer a prova, mas quando a memória falha, para não deixar uma questão sem resposta, a única solução é chutar.

Nesse momento, utilizar as “técnicas de chute” em questões aumentam a probabilidade de acerto.

Para os concurseiros e vestibulandos, uma questão certa pode acabar valendo meses ou anos de estudo.

Confira agora 7 técnicas para chutar certo em questões de provas de concurso:

(Mas atenção: Todos os exemplos que eu darei aqui são meramente ilustrativos, e com certeza não serão questões de concursos reais. São somente exemplos para ficar mais fácil a compreensão da Técnica do Chute).

Eliminação

Nesta técnica, o candidato deve verificar a existência de uma resposta que seja absurda ou destoe muito das outras e eliminá-la.

Em uma questão com 4 alternativas, eliminar uma delas aumenta a chance de acerto de 25% para 33,33%. Veja o exemplo:

a) Bola

b) Chuteira

c) Gol

d) Colher (Elimine esta alternativa, pois ela não tem nada a ver com o contexto.)

Repetição

Informações que se repetem em mais de uma opção de resposta, geralmente, estão corretas.

Ao identificar itens repetidos, escolha a alternativa em que eles estão reunidos. Por exemplo:

a) Chuteira e Gol

b) Grama e Bola

c) Bola e Chuteira (Essa será a provável resposta correta, pois bola e chuteira se repetem nas outras alternativas.)

d) Goleiro e Chuteira

e) Bola e Pênalti

Semelhança

Alternativas parecidas são utilizadas para tentar confundir o candidato. Nesses casos, a probabilidade de uma delas ser a correta é maior.

No exemplo abaixo, as alternativas B e C são parecidas, o que é indício de que uma delas é a correta:

a) 9,3

b) 8,6

c) 8,2

d) 6,4

e) 10,7

Generalização

Palavras que generalizam um assunto têm maior probabilidade de estarem erradas.

Elimine alternativas com palavras como nunca, sempre, completamente, incondicional, ninguém, todos e definitivamente.

Distribuição

Há uma tendência de que as respostas sejam distribuídas igualmente em todas as alternativas na hora da elaboração das provas.

Por exemplo, uma prova com 40 questões de quatro alternativas poderá ter 10 respostas na alternativa A, 10 na B, 10 na C e 10 na D.

A dica aqui é contar quantas respostas foram assinaladas em cada alternativa.

Caso a alternativa D, por exemplo, esteja em menor quantidade entre as assinaladas, essa deve ser a resposta correta.

É importante salientar que, se houver muitas questões marcadas erradas pelo candidato, essa técnica pode não ser muito efetiva.

Primeira alternativa

Apesar de muito contraditória, existe uma lenda que afirma que os examinadores evitam colocar a resposta correta na primeira alternativa, pois isso facilitaria a vida do candidato.

Por via das dúvidas, caso vá chutar, evite a alternativa A.

Letra C

Esta é outra lenda que diz que os elaboradores de questões gostam de colocar a alternativa correta na letra C.

O ideal é fazer uma combinação das dicas anteriores e ver se a letra C continua válida. Se sim, considere marcá-la.

Essas dicas podem ser válidas nos momentos em que a memória falha, mas o ideal é que você esteja muito bem preparado na hora da prova e que utilize a Técnica do Chute apenas para diminuir a dúvida, ou anular respostas que terão mais probabilidades de estarem erradas, e para que você já possa desde já, obter um excelente resultado em concursos!

Seja Aprovado em Qualquer Concurso!

Você já conhecia essas “técnicas de chute” em provas? Já utilizou alguma delas? Comente e compartilhe sua opinião com a gente!

1 comentário em “CESPE: Conheça os segredos da banca de concursos mais temida do Brasil!”

  1. Boas dicas, nunca tive sorte em responder alguma questão através do método do “chute”, mas com essas dicas quando a minha memória falhar devido algum problema psicológico na hora da prova, terei mas chances de passar em um concurso público…

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