Mapas Mentais: Aprenda de uma vez por todas os segredos dessa Técnica de Estudo!

Não importa que método você está utilizando: ao se preparar para um concurso público ou para o ENEM, não tem primeira leitura que dê conta de toda a matéria.

Por mais atenciosamente que você leia as apostilas e faça os exercícios, alguns detalhes só vão ser gravados no seu cérebro com a ajuda de uma revisão cuidadosa, e mesmo um resumo bem-feito, às vezes, não é suficiente.

Nesses casos, é preciso levar os seus estudos a outro nível: depois de passar pela leitura, revisão e até elaboração do resumo — que, dependendo da matéria, pode ter quase tantas páginas quanto uma apostila pequena! —, você vai ter que adotar uma técnica de memorização para condensar ainda mais o que aprendeu.

Aqui no Manual do Concurso nós já falamos, por exemplo, dos Flashcards, mas como quanto mais técnicas você conhecer, mais chances tem de encontrar aquela que melhor funciona para o seu cérebro, hoje vamos te apresentar mais uma: a dos mapas mentais!

Já ouviu falar dos mapas mentais como método de estudos? Então continue lendo e descubra tudo sobre essa técnica!

Você sabe o que são mapas mentais?

Alguma vez você já fez um esquema com palavras-chave, pequenas frases ou imagens que partiam de um ponto central e continuavam em várias ramificações pelo papel?

Então pode ser que você já tenha criado um mapa mental em algum momento da sua vida sem nem se dar conta do que se tratava!

E não é por acaso: a técnica é bem intuitiva, principalmente para quem tem mais memória visual.

O que os mapas mentais fazem, basicamente, é transformar um monte de informações (por exemplo, aquelas 30 páginas de resumo que você escreveu para uma matéria) em um esquema que usa cores, palavras-chave e imagens para te ajudar a memorizar o conteúdo mais facilmente e sem perder as relações entre um tópico e outro.

Por exemplo: digamos que você esteja estudando Biologia, em especial o funcionamento do corpo humano.

Por mais que cada sistema do nosso organismo seja explicado em capítulos diferentes do seu livro ou apostila, eles, sem dúvida, funcionam de forma complementar e estão inter-relacionados, certo?

Sendo assim, estudá-los de forma linear — mais ou menos como no próprio livro ou em um resumo em texto — pode fazer com que você tenha dificuldades em entender essas relações ou em memorizá-las para a prova.

Nesse caso, um mapa mental pode te ajudar ao romper com a estrutura linear do resumo, permitindo que você entenda no papel as interações entre os diferentes sistemas sem deixar de estudá-los separadamente!

Quem inventou essa técnica?

Tony Buzan criador do mapa mental

Apesar de já existir há muito tempo, esse método só foi sistematizado mesmo na década de 1970 pelo escritor inglês Tony Buzan.

Segundo ele, os mapas mentais são “uma técnica gráfica poderosa, que fornece uma chave universal para liberar o potencial do cérebro”, já que estimula todas as habilidades do córtex ao misturar palavras, imagens, números, lógica, ritmo, cores e noção espacial.

Pode ser que essa descrição seja um pouco exagerada, afinal, ela vem de alguém que praticamente vive da difusão dessa técnica, mas mesmo que não “libere todo o potencial do seu cérebro”, não há dúvidas de que os mapas mentais são muito eficazes quando o assunto é estudar!

Os mapas mentais funcionam mesmo?

Aprender é algo que vai muito além de decorar uma parte do livro didático ou entender uma informação sem nunca aplicá-la a nenhum contexto.

É um processo complexo, que envolve várias habilidades e diferentes partes do nosso cérebro.

O mais legal dos mapas mentais é que eles conseguem justamente estimular diferentes capacidades do nosso córtex cerebral e, com isso, estimular o aprendizado e potencializar a memorização.

Funciona assim: quando você faz resumo escrito ou só lê um conteúdo, aquilo fica ali na sua memória de curto prazo por um tempinho e pode passar, em partes, à sua memória de longo prazo.

Por outro lado, quando você faz um mapa mental de um conteúdo, fixa aquilo que já tinha entendido no resumo com ainda mais força na sua memória, já que repete parte da matéria no mapa, mas também garante uma compreensão muito melhor ao associar o conteúdo de formas que não seriam possíveis no resumo e usar a sua criatividade.

O que o mapa mental faz, então, é ativar muito mais conexões neuronais na sua cabeça, o que dá um boost incomparável na sua memória e raciocínio e, consequentemente, te faz estudar de maneira muito mais eficiente.

Além disso, vale lembrar que a técnica ainda é divertida e relaxante: mais uma razão para conferir, abaixo, como empregá-la!

Mapas mentais aprenda todos os segredos dessa técnica de estudo

5 passos para criar e usar os seus próprios mapas

Se você chegou até aqui, então já está entendendo o que são os mapas mentais e como eles podem fazer a diferença nos seus estudos, mas antes que você pegue suas canetas coloridas e solte a criatividade no papel, é bom ficar de olho no passo a passo para usar essa técnica do jeito mais eficiente possível!

1. Comece com o conteúdo bem “mastigado”

Sim, tem gente que já começa a fazer mapas mentais junto com a primeira leitura do conteúdo, mas cá entre nós, se você quer garantir sua classificação no concurso ou aquela média campeã no ENEM, o melhor é não pular nenhuma etapa dos seus estudos, certo?

A nossa sugestão, portanto, é que você só comece a pensar no seu mapa mental depois de ler o conteúdo com atenção — marcando os pontos importantes e palavras-chave — e, se possível, resumi-lo em um texto menor, na forma de tópicos, por exemplo.

Isso vai te ajudar a fazer aquela primeira memorização e a compreender a matéria, de modo que o mapa mental se torna uma ferramenta para finalizar o aprendizado, e não começá-lo — dá para ver como esse jeito é mais eficaz, não é?

2. Separe o conteúdo em temas

Não dá para juntar toda a matéria do ENEM em um mapa mental só, e mesmo todo o conteúdo de uma única disciplina pode ser demais para apenas uma folha de papel (que é o tamanho ideal do seu mapa), por isso, antes de começar, você vai ter que fazer um recorte da matéria.

Também dá para fazer mapas maiores que, depois, se dividem em mapas separados para cada assunto: por exemplo, em História, você pode fazer um mapa mais “macroscópico” com cada época de maneira geral e, depois, fazer outros mapas “microscópicos” para diferentes assuntos (como Idade Média, Feudalismo ou Renascimento).

3. Crie uma hierarquia

Suponhamos que você escolha fazer um mapa mental sobre a Revolução Francesa.

Antes de começar, você vai ter que reler o seu resumo (consultando suas fontes sempre que necessário) para tentar sistematizar o conteúdo de forma hierárquica.

No caso, você pode dividir as primeiras ramificações da seguinte forma:

  • Contexto (em que você vai listar o que estava acontecendo política, econômica e historicamente um pouco antes da Revolução);
  • causas (quais fatores impulsionaram a eclosão da Revolução);
  • participantes (aqui, liste os principais personagens da Revolução e, em um terceiro nível de ramificação, suas características);
  • principais eventos (em ordem cronológica, fale da queda da Bastilha, Assembleia Constituinte, proclamação da primeira república, etc. Se preciso, expanda cada um em novas ramificações);
  • consequências (cite como a Revolução influenciou a história da França e de outras nações nas décadas seguintes).

    4. Coloque a ideia em ação

    Até aqui, o que você fez foi mais ou menos um planejamento do seu mapa mental, mas agora chegou a hora de colocar a mão na massa ou as ideias no papel!

    Para isso, temos as seguintes dicas:

    • Comece o seu mapa sempre do centro do papel, assim, você tem espaço para expandir todas as ramificações para todas as extremidades.
    • Use uma cor para cada subtema (como os que vimos no tópico anterior), isso ajuda na memorização e estimula a sua criatividade!
    • Sempre que der, adicione imagens e símbolos que te ajudem a se lembrar do conteúdo rapidamente.
    • Escreva com letra legível e vá diminuindo o tamanho da letra conforme seus tópicos vão criando novos níveis hierárquicos (ou ramificações).
    • Use palavras-chave e abreviações sempre que possível para conseguir colocar mais conteúdo em menos espaço.

      Para se inspirar, que tal dar uma olhada na galeria de mapas mentais do site de Tony Buzan?

      5. Revise seus mapas regularmente

      A parte de fazer o mapa mental normalmente é muito divertida, mas o ideal é não parar depois que ele ficar pronto.

      Além de ser uma oportunidade de admirar o seu trabalho, revisar os seus mapas é uma forma de chamar o conteúdo para a memória e mantê-lo fresco na cabeça até o dia da prova.

      Faça uma pasta com os mapas de cada disciplina e reveja-os sempre que tiver um tempinho.

      Se quiser, mostre-os para outra pessoa e explique o significado de cada ramificação para relembrar e fixar ainda mais a matéria.

      Ah, e se tiver se esquecido do que representa alguma palavra-chave ou ponto no seu mapa mental, não deixe de voltar às suas fontes!

      Mais para o final da sua preparação, o mapa também pode servir como um diagnóstico daquilo que não ficou tão bem estudado assim.

      Bônus: use um software para criar seus mapas

      Se você não estiver com tempo (ou vontade) para passar a tarde se divertindo com a elaboração dos seus mapas mentais, também dá para agilizar essa tarefa usando um software, sabia disso?

      O site de Tony Buzan oferece o iMindMap, um programinha gratuito para elaborar mapas mentais, mas também há alguns outros disponíveis na web, como o iThoughts (para Mac e iOS) e o Mindjet (para Android).

      Não importa se você vai fazer seus mapas mentais no tablet, no smartphone, no PC ou em uma velha e boa folha de papel: o importante é seguir as nossas dicas para aproveitar ao máximo os benefícios dessa técnica e arrasar nos seus estudos!

      Entretanto, vale ressaltar que os desempenhos obtidos com uma velha e boa folha de papel será sempre ligeiramente superior aos outros tipos de construção de escalas, pois esse tipo de técnica envolve mais “partes do nosso cérebro” e facilita a memorização dos conteúdos.

       

      Seja Aprovado em Qualquer Concurso!Comente aqui, e conte contando o que você achou desse método, se já chegou a usá-lo alguma vez e se ainda ficou com alguma dúvida sobre ele.

      Vai ser um prazer te ajudar!

3 comentários em “Mapas Mentais: Aprenda de uma vez por todas os segredos dessa Técnica de Estudo!”

  1. Olá Léo Oliveira! Achei o artigo excelente, quando eu fazia faculdade, muitas vezes fiz mapas mentais, e sempre funcionou, fazia com palavras chaves, sempre quando eu ia fazer prova ou apresentar um seminário, inclusive nunca dei uma aula lendo no papel. muitas vezes eu levava o mapa na minha mão , mais nunca precisei ler as palavras chaves, é impressionante, pois funciona mesmo. Sempre lembrava de todo o conteúdo, mais não sabia que isso era um mapa mental, Vou continuar fazendo esses mapas.Muito obrigada pela a sua dedicação e toda a sua atenção. Abraço fraterno.

    1. Nossa que legal hein Cleo!
      Que tal resgatarmos essa sua habilidade e continuarmos fazendo seus mapas e dessa vez aplicando nos seus estudos para concurso.
      Tenho certeza que os resultados serão positivos.
      Se já funcionou uma vez com você tenho certeza que funcionará de novo.
      Sucesso e bons estudos!
      Atenciosamente,
      Léo Oliveira

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